Em marketing digital, o processo de vendas segue uma espécie de roteiro, em que o funil de conversão — ou de vendas — serve para definir o quanto uma pessoa está perto de comprar. Por isso, o fluxo de nutrição e a newsletter são formatos extremamente eficazes para gerar resultados.

Considerando os outros tipos de mídias e conteúdos que podem ser explorados pela internet, poucos modelos são tão mensuráveis e bem aceitos.

Por outro lado, ainda existe muito desconhecimento a respeito das diferenças entre os conceitos. Uma prova disso é a pesquisa conduzida pela Opinion Box, na qual foi revelado que 42% das empresas adotam práticas equivocadas de e-mail marketing.

Acreditamos que você não quer fazer desse grupo. Por isso, neste artigo, mostraremos estratégias que usem seu mailing da melhor forma. Antes de mais nada, você vai conferir os dois elementos fundamentais nesse quesito. Vamos nessa?

O que é fluxo de nutrição e newsletter?

Provavelmente você já assinou em algum momento uma lista de e-mails para receber conteúdos de interesse. Depois de informar seu contato, uma série de mensagens deve ter começado a chegar, em uma sequência encadeada, na qual o tema de interesse é desenvolvido.

Vamos supor que você tenha pesquisado sobre “estratégias de e-mail marketing” e, como resultado, chegou em uma página em que é oferecido um e-book sobre o tema. Para recebê-lo, você precisou apenas dizer seu e-mail mais usado, alguns dados profissionais e fazer uma conta matemática digna de Stephen Hawking para provar que não é um robô — hehe.

As mensagens que você recebeu na sequência compõem o chamado fluxo de nutrição, que se encaixa no esquema de vendas destacado no começo. Nele, o lead vai sendo educado pelos conteúdos recebidos no e-mail, até chegar ao fundo do funil, quando estará pronto para comprar. Ficou claro o significado do termo?

Agora, a newsletter, embora possa fazer parte do fluxo de nutrição, é um tipo de estratégia de e-mail marketing um pouco diferente. Nela, você informa os seus dados normalmente em uma janela pop-up ou em uma seção específica de um blog no qual você tenha interesse.

Após esse processo, chamado de assinatura, você passa a receber atualizações, como se fosse uma revista semanal ou mensal entregue regularmente em sua casa.

Como cada um funciona?

O funcionamento de cada um desses formatos, na prática, é idêntico. Afinal, consiste em manter um lead interessado em um assunto ou mesmo em um produto/serviço.

Ao manter o interesse, você ajuda a amadurecer o processo de compra, o que é bom para o cliente, já que aumenta a segurança da decisão e reduz o risco de arrependimentos.

Portanto, o fluxo de nutrição funciona a partir de um “timing” mais curto de mensagens, geralmente três ou quatro. Isso porque ele atende a uma meta mais específica, em virtude do interesse evidenciado por algo em particular.

Já a newsletter funciona como um fluxo informativo, em que o lead passa a receber conteúdos de interesse. Pode se estender indefinidamente, até que ele decida de descadastrar ou que o blog pare de ser abastecido.

Quais as diferenças entre eles?

Para que fiquem ainda mais claras as diferenças, é melhor compará-los por diferentes critérios e perspectivas, considerando uma estratégia de e-mail marketing. Veja quais são as principais diferenças a seguir.

Objetivos

Como deu para perceber, os objetivos do fluxo de nutrição são consideravelmente distintos dos de uma newsletter.

Enquanto o primeiro se presta a atender a um interesse específico e com alto potencial de conversão, o outro é mais indicado para gerar "brand awareness". Ou seja, manter as pessoas ligadas na sua marca ao longo do tempo.

Ou seja, o fluxo de nutrição começa com a disposição demonstrada em comprar, ao solicitar um material rico. Por sua vez, se desenrola em uma sequência de e-mails e deve terminar com uma decisão de compra.

Já a “news” não tem como meta — pelo menos não diretamente — a venda em si. Seu objetivo é engajar e entreter, portanto, é uma ótima alternativa para fidelizar.

Periodicidade

Seja como for, ambos os formatos consistem em envios de mensagens eletrônicas regulares. No caso do fluxo de nutrição, os intervalos entre cada uma delas vai depender da complexidade envolvida em uma possível decisão de compra. Se for um item como um calçado ou uma peça de vestuário, então eles serão mais curtos.

No entanto, se estamos falando de serviços, em especial para o segmento B2B, então as mensagens devem ser intercaladas com períodos mais extensos. Assim, o lead tem tempo para refletir e considerar melhor a sua proposta e as informações recebidas.

Em contrapartida, a newsletter pode ser enviada conforme o seu cronograma de publicações em blog. Uma boa tática para estimular as pessoas a assinar sua news é oferecer conteúdos em primeira mão, ou seja, os assinantes leem antes do público em geral.

Prazo

Você também deve ter percebido que o fluxo de nutrição pode ser encerrado em um prazo relativamente curto, dependendo do tema a ser desenvolvido. Já a newsletter pode durar uma vida inteira!

Gatilho

O estímulo final, o “call-to-action” (CTA) em um fluxo de nutrição, deve ser exibido, invariavelmente, no último e-mail da série. É nessa etapa que o lead deverá ter sua decisão amadurecida, então, é hora de “puxar o gatilho” de compra.

Em newsletter, embora nada impeça você de oferecer algum produto/serviço em suas mensagens, o gatilho fica por conta dos links para os artigos que você enviar.

Segmentação

Fator dos mais importantes em uma estratégia de e-mail marketing, a segmentação é tudo também quando se trata de fluxo de nutrição e newsletter.

Como vimos, um representa o envio de mensagens em uma quantidade limitada e com base em um interesse específico. O outro pode englobar um público mais amplo, já que é mais indicado para estratégias de topo de funil.

Análise dos resultados

As métricas e critérios de avaliação também serão necessariamente distintos em cada formato. O fluxo de nutrição, pela sua natureza mais “vendedora”, deverá adotar indicadores de conversão, enquanto a newsletter pode ser avaliada pela quantidade de cliques em links e acessos ao blog.

Engajamento

Newsletters apresentam um potencial de engajamento muito maior, pelo fato de poderem ser enviadas por tempo indeterminado. De qualquer forma, nada o impede de incluir em seu fluxo de nutrição links e CTAs que direcionem ao seu blog, como forma de aumentar o engajamento.

O uso de cada conceito dependerá, portanto, das metas que você tenha traçado e de outros fatores, como o reconhecimento de sua marca.

Os resultados serão proporcionais ao entendimento que você tenha sobre seu próprio negócio e ao acerto na abordagem. Quanto mais seus conteúdos falarem a língua do seu público, mais chances de converter e de fidelizar, seja pelo fluxo de nutrição, seja pela newsletter.

E se você quer aprender ainda mais sobre o tema, veja agora o artigo em que mostramos que o e-mail marketing está longe de acabar!